terça-feira, 17 de setembro de 2013

Resenha Dupla #1 ~ Razão e Sensibilidade (Jane Austen)

O livro que a Bel leu:
Título: Razão e Sensibilidade
Título Original: Sense and Sensibility
Autor: Jane Austen
Editora: Martin Claret (Edição com 3 obras da autora)
Número de páginas: 233 (de 631)
Avaliação Bel: 5 estrelas!

O livro que a Fabí Leu:
Título: Razão e Sensibilidade
Título Original: Sense and Sensibility
Autor: Jane Austen
Editora: Penguin Companhia
Número de páginas: 512
Avaliação da Fabi: 5 estrelas! (e virou favorito!)
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Sinopse: Este romance concentra sua narrativa nas idílicas tramas de amor e desilusão em que duas belas irmãs inglesas se envolvem - Elinor e Marianne Dashwood - quando chega a idade do casamento. À procura do amor verdadeiro, as filhas órfãs de uma família pertencente à pequena nobreza enfrentam o mundo repleto de interesses e intrigas da alta aristocracia. Marianne e Elinor representam polos opostos do universo ético de Austen - enquanto Marianne é romântica, musical e dada a rompantes de espontaneidade, Elinor é a encarnação da prudência e do decoro.


Resenha ~ Fabi

Já contei que amo a Jane Austen? E que eu me apaixonei por ela no primeiro instante, ou melhor no primeiro romance? Acho que já né?

Ela escreve de uma forma suave, fluída e que nos deixa íntimos de seus personagens, como se conversássemos, tomássemos chá e as dores e desilusões deles também são nossas. Criamos um vínculo com a vida das pessoas daquela época e  toda a trama discorre na nossa vista sem que percebamos isso de tão gostoso que é ler Jane Austen, mas vamos falar agora sobre Razão e Sensibilidade.

Esse livro, como Persuasão, também se passa na Inglaterra Vitoriana, também tem mulheres como protagonistas e também trata bastante do relacionamento familiar, nesse caso principalmente entre duas irmãs, Marianne e Elinor Dashwood, que se amam, se respeitam, mas são muito diferentes e isso causa na família um certo equilíbrio, a convivência é melhor e com o decorrer da história elas passam a se conhecer melhor e a conseguir interpretar a dor, o sofrimento e os sentimentos da outra.

Além disso, ambas passam por coisas muito parecidas, mesmo que uma não perceba o que aconteceu ou está acontecendo com a outra. Esses sofrimentos trazem uma crescente mudança e as personagens evoluem muito com o livro, o que mostra o quanto a história é bem conduzida.

Outra coisa que eu adoro na Jane Austen, são as criticas sutis que aparecem nos seus romances, as piadas menosprezando o modo de viver e as preocupações das pessoas na época, elas se preocupavam muito com a vida alheia, com jantares e festas, com bons casamentos e com outras futilidades, usando máscaras sociais e conquistando as coisas e pessoas por meros interesses mesquinhos. Mas tudo isso é tratado de forma bem sutil, fica mesmo nas entrelinhas, é perceptível, mas é sutil.

Ela é uma mestra no uso das palavras, com delicadeza e sutileza ela é bem clara e ao mesmo tempo ácida e crítica, ela mistura mulheres fortes e fracas, homens gentis e canalhas, ela mostra os personagens como seres bilaterais e que têm na maioria das vezes quantias próximas de bondade e maldade, variando conforme os interesses próprios, afinal nós meros mortais somos assim, por mais difícil que seja admitir!


Resenha ~ Bel
Esse foi o primeiro livro que li de Jane Austen e a única coisa que eu posso dizer é que ela ganhou mais uma super fã! Eu não queria que o livro acabasse, eu me envolvi muito com a leitura. Depois que o livro terminou, me abracei ao livro e lamentei em posição fetal, pela história ter terminado. Ok, exagerada!

No desenrolar da história, eu me vi tão envolvida que, às vezes andando na rua ou durante o trabalho, eu me pegava pensando no livro e o que poderia acontecer, pensando nos vários "E se...".

Não vou dizer que foi um livro fácil de ser lido. O vocabulário não é simples, os diálogos não são, muitas vezes, dos mais fáceis de serem acompanhados. Mas eu gostei muito mesmo da maneira, como às vezes, Austen deixa por conta da imaginação do leitor certos diálogos ou cenas. É cheio de detalhes, descrições de lugares, emoções, pensamentos muito bem feitas, porém na medida certa.

O romance foca na relação das irmãs Elinor Dashwood, de 19 anos, e de Marianne Dashwood, de 16 anos. Elas são amigas, irmãs, confidentes. Uma protege a outra, aconselha a outra, enfim, é uma relação muito bonita. A história se passa na Inglaterra, mais precisamente na Inglaterra Vitoriana (Isso já me fez me sentir apaixonada pelo livro!), uma época na qual as pessoas davam importância aos relacionamentos sociais por interesse, casamentos arranjados, festas e o ócio. Uma época onde tudo era julgado pela aparência e pela quantidade de libras que a pessoa tinha.

Elinor possui um senso de responsabilidade para com a sua família, ela oprime seus sentimentos de modo que não sejam exteriorizados e as pessoas ao redor percebam. Ela é como um mar calmo na superfície, mas não sabemos o que se passa nas suas profundezas ou que elas guardam. Já Marianne é toda sentimento, música. É como se fosse uma rajada de ar fresco, trazendo tudo a tona, desde os perfumes mais doces ou até as folhas mais verdes, ou mais secas. Ela deixa bem claro tudo o que sente e se deixa afetar muito por tudo. Entretanto, até o final da história, ambas encontrarão um equilíbrio entre a razão e os sentimentos, elas amadurecem bastante. A transição entre esses extremos da razão e dos sentimentos nas duas personagens é muito aparente. No início até temos a definição clara de que Elinor corresponde à razão e Marianne, sensibilidade, porém, no decorrer do livro, há um movimento das duas entre esses extremos.

O livro é cheio de personagens, muito interessantes por sinal. Temos o meio irmão mais velho das Dashwood, o Mr. John Dashwood, casado com Fanny Ferrars. Homem muito avaro e é facilmente convencido a tomar outras atitudes pela esposa.

Temos Edward Ferrars, o irmão de Fanny e cunhado de John, que desenvolve um romance com Elinor Dashwood e que, até o final do livro, nos deixa cheios opiniões contraditórias. Ele é um personagem muito interessante. Edward não é um homem bonito, é modesto, meio que apático a muitas coisas. Ele é o mais velho dos Ferrars.

Há a Mrs. Jennings, eu adorei essa personagem! Ela é aquele tipo de senhora que adora comentar sobre a vida alheia, se mete em tudo, mas tem um ótimo coração. Apesar desse comportamento em relação a fofocas, ouvir conversas e etc, ela é uma pessoa boa e se mostrou uma segunda mãe às Dashwoods quando elas percisaram.

Enfim, há personagens encantadores e outros que farão você se sentir louco de raiva, mas depois, penalizando-se com ele. Jane Austen é genial, simplesmente genial ao descrever todo o comportamento da sociedade da época, com críticas leves e alguns leves tapas na casa, sabe.

Antes de ser publicado como "Razão e Sensibilidade", o romance se chamava "Elinor and Marianne" e foi publicado em forma epistolar, com pequenos contos sobre as duas irmãs Dashwood. E um tempo depois que Jane Austen escreveu Sense and Sensibility, baseando-se nesses contos de Elinor e Marianne.



O que vocês acharam de resenha dupla assim?

Já leram Jane Austen? Não? Leiam, é divino!

Um Abraço!

Fabi e Bel

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