sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Tá lido #20 - Deuses Americanos, Neil Gaiman

Deuses Americanos

Autor: Neil Gaiman
Páginas: 448 
Editora: Conrad
Avaliação pessoal: ****
SinopseO criador de Sandman reúne os deuses de todas as mitologias para atacar a América. Deuses Americanos, o melhor e mais ambicioso romance de Neil Gaiman, é uma viagem assustadora, estranha e louca que envolve um profundo exame do espírito americano. Gaiman ataca desde a violenta investida da era da informação até o significado da morte, sem sacrificar seu peculiar senso de humor e a rica estilo narrativo que ele vem exibindo desde Sandman.

Após a morte de sua esposa em um acidente de carro, Shadow é liberado da prisão antes de cumprir totalmente sua pena. Perdido, acaba por conhecer um homem misterioso, chamado Wednesday, que será muito mais importante na vida de Shadow do que ele imagina. Na verdade, Wednesday é um antigo deus, certa vez conhecido por Odin, o Pai de Todos. Ele está percorrendo os Estados Unidos a fim de reunir seus companheiros esquecidos para uma batalha épica contra as divindades do mundo moderno: internet, televisão, cartões de crédito, telefone, rádio... Shadow aceita ajudar Wednesday, e eles se lançam a uma tempestade psicoespiritual que se torna demasiadamente real em suas manifestações. A esposa morta de Shadow, por exemplo, continua a aparecer, e não apenas como um espectro - a dificuldade de ambos em manter seu relacionamento se torna sombriamente engraçada, assim como o resto do livro.

Armado somente de seus truques com moedas e alguma determinação, Shadow inicia uma viagem fantástica pela superfície visível das coisas - ao seu redor, sob ela -, literalmente descobrindo todos os poderosos mitos que os imigrantes europeus trouxeram com eles quando chegaram àquelas terras, assim como os que já viviam lá. Eles aparecem alí onde menos se esperava, zanzando na beira de estradas, comendo hamburgueres, são agora trapaceiros, prostitutas, sombras. "Esta não é uma boa terra para deuses", diz Shadow.

Mais do que um turista na América, Neil Gaiman oferece uma perspectiva de fora para dentro - e, ao mesmo tempo, de dentro para fora - da alma e espiritualidade do país e do povo americano: suas obsessões por dinheiro e poder, sua miscigenada herança religiosa e as conseqüências sociais, e as decisões milenares que eles enfrentam sobre o que é real e o que não é.




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Você é um jovem ou adulto que gostou de Percy Jackson quando leu?
Não leu ainda por falta de tempo ou a premissa não te interessa? Se a sua resposta for não me interessa, então Deuses Americanos pode mudar esse conceito ou não te interessar também.
(Pelo amor de Deus eu não estou dizendo que eles são iguais, ou que um é imitação do outro, eu estou querendo dizer que se você leu Percy Jackson e quer uma coisa mais adulta e que te traga mais questões adultas e quer começar a ler Gaiman esse livro pode ser uma boa solução, além disso como leitora eu senti algumas semelhanças e resolvi colocar em pauta aqui! Mas não quer dizer que um é melho que o outro, cada um com seu gosto e com sua interpretação, só lembrando que essa é a minha, ok?)
Dado o recado vamos volar ao livro! :)

Isso porque a mitologia também é trazida para os dias atuais, existem humanos que se envolvem com  os Deuses sem saber quem eles são, a história também se passa nos Estados Unidos, o personagem principal não tem pai, só mãe e a vida dele é cheia de coisas esquisitas, as Parcas aparecem e pessoas aparentemente comuns podem ser Deuses e acho que as igualdades param por aqui.

No caso de Shadow ele encontra com dois tipos de Deuses, Nórdicos ou os chamados "Novos Deuses", como por exemplo, a Internet, a Televisão... coisa supervalorizadas pela nossa sociedade atualmente, o que  imprime uma crítica social e um tom bem mais maduro, esse livro é repleto de coisas de adulto, insinuações sexuais, prisão, morte e como sempre quando se trata de Neil Gaiman um lado mais misterioso. 

A história em si começa contando a vida do Shadow, um cara calado, grande e que não chama atenção, o Gaiman liga tão bem os pontos que até o nome do personagem cabe como fato importante da história (Shadow significa sombra em inglês), ao longo da história você vai conhecendo um pouco do cara e percebe que ele tem um bom coração, apesar de aparentar ser durão, ele ero a apaixonado pela esposa e gostava muito de ler na infância (meio recorrente nos romances do Gaiman?) e sofria bullyng no colégio, o que fez ele se tornar forte e calado e se afastar dos livros, como proteção aos insultos dos outros, além disso ele mudava muito de cidade por causa do trabalho da mãe o que dificultava manter amizades, resumindo ele sempre foi distante e sozinho.

No livro todo ele faz poucas amizades, ele não se envolve muito com as pessoas e o relacionamento mais profundo dele é com uma "morta-viva", mas ele cativa as pessoas de uma forma estranha e parece que quase todo mundo se sente  vontade com ele e acaba gostando dele.

Dias antes de Shadow sair da cadeia depois de cumprir sua pena, só com o decorrer da história a gente descobre por qual crime ele foi condenado, a mulher dele morre e ele é liberado um pouco antes do que ele imaginava para ir ao enterro dela, mas quando ele entra no avião um cara chamado Wednesday começa a puxar assunto de forma bem esquisita e diz que vai arrumar emprego pra ele, mas ele ignora o cara e fica perdido nas suas lembranças.

Depois disso a história da muitas reviravoltas, quando você pensa que entendeu aparece uma bomba e você fica de queixo caído, um pouco antes do fim você consegue ligar os fatos, mas mesmo assim a forma como o final é conduzido é maravilhosa e ele se encerra muito bem e com gostinho de quero mais.

Os únicos pontos ruins na minha opinião é que no fim do primeiro terço e começo do meio do livro as coisas parecem meio enroladas e tem uma quebra do ritmo, mas logo se ajeita e volta a ter a mesma fluidez e em algumas partes fiquei com a sensação que ele estava enrolando de mais, fazendo suspense demais e aponto de perder o momento certo de desenvolver o enredo, mas faz parte um pouco do estilo Gaiman de ser, soltar um monte de grãozinhos pelo caminho e te fazer olhar para os mínimos detalhes pra perceber que o primeiro grão era tão importante quanto o último.

Se você gosta de mitologia, de Gaiman, fantasia, de aventura e coisas que fogem da realidade esse livro é maravilhoso e acho que até se você não gosta disso vale a pena ler e quem sabe ele não o faça mudar de ideia. =D

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