terça-feira, 5 de novembro de 2013

{Bel} Impressões de Leitura #30 ~ Todo Dia (David Levithan)

Título: Todo dia
Título Original: Every Day
Autor: David Levithan
Editora: Galera Record
Número de páginas: 280

Skoob :: Goodreads

Avaliação: 5 estrelas e Favorito!

Sinopse: Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.

O livro vai contar a história de A. Simplesmente A. A não é exatamente uma pessoa, não tem um gênero definido. Cada dia de sua vida, A vive em um corpo diferente de uma pessoa diferente. Vive um dia da vida de uma pessoa, acessando suas memórias, sentimentos e problemas.

"Acordo.
Imediatamente preciso descobrir quem sou. Não se trata apenas do corpo — de abrir os olhos e ver se a pele do braço é clara ou escura, se meu cabelo é comprido ou curto, se sou gordo ou magro, garoto ou garota, se tenho ou não cicatrizes. O corpo é a coisa mais fácil à qual se ajustar quando se está acostumado a acordar em um corpo novo todas as manhãs.
É a vida, o contexto do corpo, que pode ser difícil de entender.Todo dia sou uma pessoa diferente. Eu sou eu, sei que sou eu, mas também sou outra pessoa.
Sempre foi assim"

No livro, A tem 16 anos e vai vivendo em corpos de pessoas também com 16 anos. Depois que ele se acostumou a viver assim todos os seus dias, ele coloca uma regra em sua jornada. Não interferir na vida da pessoa cujo corpo ele toma por um dia. Ele quer somente deixar a vida da pessoa como está e ser o mais discreto possível, de modo que ela não perceba a passagem de A. E claro, ele faz de tudo para não prejudicar o corpo pelo qual ele passa.

"O passado não me ofusca, nem o futuro me motiva. Concentro-me no presente, porque é nele que estou destinado a viver" - A

O livro começa no dia 5.994 e é quando ele vive um dia na vida de Justin, que namora Rhiannon. A simplesmente fica apaixonado por Rhiannon e decide deixar de lado a regra que tomou para sua vida e resolve dar um dia bom para ela, apenas fazê-la feliz, diferente do que o verdadeiro Justin faz com ela.

Eles matam aula, vão à praia, como um casal apaixonado mesmo e Rhiannon, claro, estranha as atitudes de Justin. No outro dia, tudo volta ao normal e ela fica sem entender o que aconteceu para que ele agisse assim.

"Que história é essa sobre o instante em que você se apaixona? Como uma medida tão pequena de tempo pode conter algo tão grande? De repente, percebo por que as pessoas acreditam em déjà vu, por que acreditam em vidas passadas; porque não há meio de fazer com que os anos que passei na Terra sejam capazes de resumir o que estou sentindo. O momento em que você se apaixona parece carregar séculos, gerações atrás de si — tudo isso se reorganizando para que essa interseção precisa e incomum possa acontecer. Em seu coração, em seus ossos, por mais bobo que saiba que é, você sente que tudo levou a isso, que todas as flechas secretas estavam apontando para este lugar, que o universo e o próprio tempo construíram isso muito tempo atrás, e agora você acaba de perceber que chegou ao local onde sempre deveria ter estado"

No outro dia, A está na vida de outra pessoa, mas não se esqueceu de Rhiannon. Fica desejando estar perto dela, poder tocá-la, senti-la e ouvir sua voz. No corpo de Amy Tramp, no terceiro dia após conhecer Rhiannon, A decide pegar o carro e ir em direção a ela. Ele(a) dá uma desculpa de que está conhecendo a escola e fica perto de Rhiannon o dia todo. E sua vida vai seguindo assim todos os dias. Após chegar a um corpo, A acessa suas memórias, se localiza e sai em direção a ela.

A, que estava acostumado com essa sua vida, passa a questionar essa condição e desejar profundamente viver normalmente como as outras pessoas. Ter um local onde viver, acordar sendo sempre a mesma pessoa, pertencer a um lugar e a um alguém. E não ter mais o tempo, de certa maneira, como o inimigo.

Por ter tido muitas experiências de vida em diferentes corpos, A possui uma maturidade gigantesca para a sua idade. Tem mente aberta e complexa e, ao mesmo tempo, simplista, pois enxerga tudo de maneira tão fácil e compreensiva nas questões humanas.

Em um desses dias, ele usa o corpo de Nathan e acaba cometendo um deslize, o que faz com que chame a atenção tanto Nathan quanto do reverendo Poole. Nathan começa a mandar e-mails perseguindo A (Sim, A tem uma conta de e-mail!), ameaça, o chama de diabo e pede provas do que ele é.

A conta a verdade a Rhiannon que, a princípio, não acredita muito. Mas, depois com o passar dos dias, encontrando A cada dia em uma pessoa diferente, ela acredita nele, entretanto, encontra dificuldades para se adaptar a essa situação.

O livro possui um conteúdo mais reflexivo sobre o amor e sobre como aceitar as pessoas pelo indivíduo que elas são. A tem um coração muito puro em relação a isso. Como ele mesmo diz em uma passagem, ele não se apaixona por gêneros, ele se apaixona por indivíduos, pelo que as pessoas são em sua essência. Lindo isso!

Assim como em Nick and Norah's Infinite Playlist, neste livro também temos a presença forte de casais homossexuais (pelo que andei lendo, isso realmente é frequente em suas obras, muito legal isso, não é mesmo?!) e eu acho linda a maneira como ele coloca tudo como simplesmente amor entre dois indivíduos, independente do gênero. Coloca tudo de maneira muito simples e leve. Com o amor acima de tudo o que existe.

Para quem já leu e sabe do que eu estou falando quando me refiro a um momento com o reverendo Poole, o autor deixou um gancho para continuação. Eu vejo muito potencial, porém, o final do livro fecha muito bem a história e de maneira muito libertadora para A. Entretanto, depois de alguma pesquisa pela internet, vi que eu não fui a única a perceber que o livro possui essa lacuna, onde cabe uma continuação. Mas parece que o livro vai ficar nisso mesmo. Vamos torcer para que realmente haja uma continuação!

Eu recomendo essa leitura, apesar do conteúdo que faz a gente pensar nas coisas da vida, o livro é leve e bem fácil de ler. Adorei mesmo!

"É isso que o amor faz: que você queira reescrever o mundo. Que você queira escolher os personagens, construir o cenário, dirigir o roteiro. A pessoa que você ama senta de frente para você, e você quer fazer tudo que estiver ao alcance para tornar isso possível, infinitamente possível. E quando são apenas vocês dois a sós numa sala, você pode fingir que é assim que as coisas são, que é assim que serão"

Um abraço.

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Um abraço
Bel VF 

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