sábado, 30 de novembro de 2013

Tá Lido #29 - Asterios Polyp, David Mazzucchelli

Asterios Polyp

Autor: David Mazzucchelli 
Editora: Quadrinhos na Cia.
Páginas: 344
Avaliação: 5 estrelas e favorito
Sinopse: Ao lado de nomes como Frank Miller, Alan Moore e Neil Gaiman, o artista David Mazzucchelli foi um dos grandes responsáveis pela revolução nos quadrinhos no fim da década de 1980. Seu trabalho em séries como Demolidor: O homem sem medo e Batman: Ano 1 até hoje é referência do que foi feito de melhor no campo dos super-heróis. Depois de anos publicando apenas pequenas histórias autorais, Mazzucchelli voltou-se para esta que é a mais ambiciosa de suas histórias. Asterios Polyp é ao mesmo tempo um estudo sobre as possibilidades narrativas dos quadrinhos, um livro de design, estética, filosofia e, por que não, humor. Tudo isso sem sacrificar a trama, tão envolvente quanto os desenhos do autor. O Asterios do título é um arquiteto de cinquenta anos, cujo renome vem exclusivamente de seus trabalhos teóricos. Mulherengo, misógino e de uma arrogância quase inacreditável, ele vê seu passado se esfacelar após um incêndio que consome sua casa.

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Alguma vez você já se perguntou o que levaria da sua casa se ela começasse a pegar fogo? Será que você consegue escolher apenas três coisas? 



Eu já tinha me feito essas perguntas depois de ver o filme Casa comigo?, nesse filme uma garota super preocupada em se casar sai de Londres e vai atrás do seu noivo em Dublin para pedi-lo em casamento no dia 29 de fevereiro, porque segundo uma lenda irlandesa toda proposta feita nesse dia é aceita, nessa busca pelo noivo ela conhece um irlandês que percebe o quanto ela é materialista e faz essas perguntas pra ela e ela não consegue responder. Esse quadrinho começa mais ou menos com o Asterios respondendo essas perguntas.

Ele era um famoso arquiteto de papel (ele nunca construiu nada, mas era muito premiado por seus projetos), arrogante, frio e distante, daqueles homens que tem sucesso profissional, muitas mulheres, chamam atenção em festas e são totalmente convencidos de sua superioridade e o quadrinho vai mostrando isso aos poucos, de uma forma sutil você vai conhecendo as várias facetas desse homem, o que cada pessoa consegue ver nele e o que mesmo pensa e sente.

Isso você vai percebendo no decorrer dos relacionamentos, a história meio que começa do final, pois esse incêndio é um ponto de virada da vida dele, aquele momento onde perdemos o chão e começamos a nos questionar sobre toda a nossa vida, sobre nossos sentimentos e o que fizemos e quem somos. Além disso ele decide salvar um canivete, um esqueiro e um relógio na fugado incêndio, porquê? Só lendo para saber. :P

O traço  é simples e a coloração é de acordo com o momento que ele vive, é bem diferente de todos os quadrinhos que eu li, achei a arte gráfica linda (dizem que o processo de edição desse livro foi acompanhado de perto pelo autor, pois tinha que ser mais ou menos no padrão de cores, diagramação e esteticamente bem próximo do original, legal né?), a história é bem escrita e densa para um quadrinho, tem um pouco daqueles questionamentos filosóficos que as pessoas fazem quando tem um mudança na vida, seja na idade, no fim de um relacionamento, ou nesse caso, após perder tudo em um incêndio.

Acho que foi uma das grandes surpresas que eu tive esse ano, é uma história que se termina com vontade de reler e como eu gosto desses livros, ou estórias que trazem questionamentos, adorei e deixo aqui a dica!

Até a próxima!
;)

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