sábado, 20 de dezembro de 2014

{Fabi} 'Tá lido # 62 - Os miseráveis, Vitor Hugo

Volume 1
ISBN: 9788540502321
Ano: 2013 
Páginas: 1128
Editora: Cosac Naify

Volume 2
ISBN: 9788540502321
Ano: 2013 / Páginas: 1972
Editora: Cosac Naify

Sinopse: Hugo narrou seu romance magistral numa linguagem que representou para a literatura "o mesmo que a Revolução Francesa na História", segundo o crítico Sérgio Paulo Rouanet. O fio condutor é o personagem de Jean Valjean, que, por roubar um pão para alimentar a família, é preso e passa dezenove anos encarcerado. Solto, mas repudiado socialmente, é acolhido por um bispo. O encontro transforma radicalmente sua vida e, após mudar de nome, Valjean prospera como negociante de vidrilhos, até que novos acontecimentos o reconduzem ao calabouço.

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Desde que eu comecei a ver os vídeos da Glaucia, do canal Enstante Indiscreta fiquei doida pra ler esse livro, na minha versão esses livros, porque são dois.

Eu li o primeiro no meio do ano passado, nas minhas férias de julho, mas como fiz a Maratona Literária fui deixando pra lá, também fiquei meio chateada pela edição, não sou muito de reclamar, mas nesse caso preciso abrir uma exceção e  reclamar um pouco.

Essa edição é cara, ganhei de presente de dia dos namorados do meu marido em 2013, então tem ainda mais valor sentimental, como eu carrego livros na mochila, as vezes eles danificam um pouco, mas sou super cuidadosa, deixo eles em um bolso separado, coloco em capinhas e tal, mas nem isso protegeu bem minha edição.
Ela tem uma capa super fininha, que amassa fácil, além disso como eu coloquei a capa para proteger, começou a levantar um plástico bem fino que protege essa capa, como essa edição não tem orelha tem que tomar bastante cuidado na hora de guardar dentro do box.


Fora isso, o cuidado com a edição é nítido, é uma edição muito caprichada, mesmo com as  folhas mais finas não dá pra ver a sombra do que está impresso no verso, a folha é de um tom leve de creme, digamos que um branco sujo de creme.
O fato de a edição ser menor e ter essas folhas mais finas, deixa ela leve, o que torna a leitura mais confortável e a fonte também tem um tamanho que não deixa a leitura cansativa.

Agora sobre o livro, existem alguns pontos que são comuns aos leitores, o primeiro é se sentir um miserável lendo o livro e o segundo que o Vitor Hugo divaga muito, é muito descritivo e o narrador ás vezes cansa, concordo em partes.

Esse livro me fez mesmo me sentir uma miserável, mas não no sentido de pobre e de passar fome, mas no sentido de não dar valor as coisas e de ser humana, demasiadamente humana, de não conseguir sentir a dor do outro de forma tão intensa como o Vitor Hugo, ele capta a dor e a miséria da alma humana, dos sentimentos egoístas e mesquinhos.

Muitas vezes esses sentimentos mesquinhos são despertados não nos miseráveis materiais, mas sim nos miseráveis de moral, de caráter. As coisas mais bonitas e singelas desse livro são feitas por pessoas que sofrem com a miséria, esse livro exalta isso e dá um belo murro no estômago de nós, meros mortais que não tiramos o olho do próprio umbigo.

O livro tem sim muita descrição e até mesmo um pouco de enrolação do narrador, mas com o decorrer da história a gente percebe que não é enrolação, todos os fatos mostrados por ele tem uma relevância na história mais pra frente.

Os personagens são tão bem construídos que parecem pessoas reais, cada personagem acrescenta uma face a história, é como se cada um deles fosse um pedaço da história da França, da Revolução estudantil e do livro mesmo, porque as coisas nos são apresentadas de acordo com as experiências deles.

Outra coisa fascinante é que nenhum personagem é cem por cento bom ou cem por cento mal, cada um deles é composto por defeitos e qualidades, gestos ruins e gestos bons.

O livro fala sobre guerra, revolta, miséria e ódio, mas fala também sobre muitas formas de amor, existem cenas lindas dentro de momentos pesados, cenas doces e divertidas, por mais que seja um livro denso, é uma leitura incrível e prazerosa em quase todos os momentos.

Meus personagens preferidos com certeza são Gavroche e Fantin, também adoro o Jean Valjean e a Éponine! <3

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