sexta-feira, 21 de outubro de 2016

{Fabí} 'Tá Lido #83 - Musashi, Eiji Yoshikawa

Sabe quando você quer muito ler um livro, que tem certeza que vai gostar e tem altíssimas expectativas? Pois é, essa era a minha relação com Musashi.

Tinha um desejo enorme de ler esse  livro, mas a edição física dele é tão cara, o livro é tão grande, pagar mais de noventa reais e correr o risco de ser um livro ruim, tentei achar ele em bibliotecas, mas nada, procurava e-book (preciso fazer um post sobre o que eu acho de e-books pagos), mas não achava de jeito nenhum. Mas, como tudo na vida, um dia o céu abriu e eu achei o bendito livro pra baixar e fiquei com ele na cabeça (aquele pensamento PRECISO LER ESSE LIVRO LOGO), acho que você me entende né?

Enfim, comecei a ler em junho e terminei em setembro, foram três meses de leitura, afinal o livro tem mais de 1800 páginas, além disso, ando meio louca por livros com mais de 400, esse ano coloquei livros sensacionais na minha meta de 10 livros para 2016, mas livros difíceis, que demandam mais tempo de leitura e sei lá, esse ano desencanei dos números e me foquei em ler o que tinha em casa e queria muito ler, confesso foi libertador, está sendo é tao bom achar coisas incríveis na estante ou em bibliotecas, um dia quem sabe escrevo sobre meu amor por elas e como elas são importantes na minha formação, tando como pessoa, quanto como leitora. 

Estou divagando, mas é que Musashi foi tão maravilhoso que me lembrou de como é bom sentir que todas as expectativas foram alcançadas, que o livro é tudo que promete e que vai deixar uma marca em mim, me fez ôefletir e conhecer tanta coisa, sério, esse livro me mudou e eu adoro quando isso acontece, vale a pena abrir um livro, passar horas com ele, procurando um jeito de ler em pé no metrô cheio, ou na cama, só pra ter momentos como esse.

Não consigo ser imparcial e nem hipócrita de fingir que vou tentar, eu amei Musashi, não pela genialidade da escrita, ou pela construção magnífica das personagens, mas pela singela beleza do livro, pelo tom contemplativo e pela jornada do herói, que pode ser o Takezo, ou a Fabíola, que mudou tanto durante a leitura, que hoje se enxerga de uma forma diferente.

Musashi é um romance de formação, mas uma mudança tão interior, uma busca tão linda e verdadeira de si mesmo, que inspira, que renova as crenças e as esperanças, pelo menos foi assim pra mim. Ele é tão humano, erra, acerta, magoa, sofre e ri das pequenas coisas e nessa jornada, nesses momentos ele aprende a ser humano, a ser mais empático e viver o coletivo, coisa que quero muito saber um dia, quero ser capaz de olhar além de mim, além dos meus interesses, é uma busca diária e uma frustração também. 

Pra mim a leitura é sempre subjetiva, as minhas experiências pessoais e identificação com as personagens definem em um nível muito grande o valor dado por mim à obra, lógico que gosto de livros bem escritos, de narrativas diferentes e geniais, mas gosto mais ainda de me abalar, me revirar e me enxergar no livro, porque, afinal, ler pra mim é uma forma de ver, conhecer e entender o mundo e as pessoas (e principalmente a mim mesma), tenho dito sempre, mas nunca me canso de pensar o quanto isso é verdadeiro pra mim.

Que post sentimental né? Pra completar só falta você ter paciência comigo e ver os 20 minutos que falo desse livro, ver o brilho dos meus olhos e a minha cara de boba, esse vídeo é muito querido, pois me parece que estou ai conversando sobre um livro que me é caro com um amigo, como diz a (LINDA, MARAVILHOSA, DONA DOS CACHOS MAIS LINDOS DA INTERNET) Luara, em suas Segundas não odiadas, pega o café e vem ver.



Por hoje é só, até a próxima! ;)

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